A 20ª edição do relatório WebShoppers apresentado pela consultoria e-bit, em parceria com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, e divulgado nessa terça-feira (18/8), em São Paulo, aponta que nos primeiros seis meses do ano as vendas pela Internet movimentaram R$ 4,8 bilhões no país. Esse valor é 27% maior do que o registrado no mesmo período de 2008, quando o volume de vendas chegou a R$ 3,8 bilhões.
O estudo também revelou que no período entre julho e dezembro, as lojas virtuais deverão atingir R$ 5,8 bi em vendas de produtos pela internet (excluindo passagens aéreas, automóveis e leilão virtual). A expectativa da e-bit é que 17 milhões de pessoas realizem compras pela internet até o fim deste ano.
A partir da análise dos dados, Paulo Kendzerski, diretor de Marketing da WBI Brasil, antevê que o faturamento obtido por lojas virtuais até o final do ano possa ultrapassar os R$ 20 bilhões somando-se o faturamento de passagens aéreas e vendas de veículos, além de compras feitas fora do Brasil, em sites como Amazon, eBay e de companhias aéreas estrangeiras.
Conforme Kendzerski, enquanto no varejo tradicional a empresa necessita investir por um longo período para buscar ampliar os negócios na internet os resultados podem ser conquistados num prazo muito menor e com um investimento de no máximo 10% da abertura de uma filial num projeto de e-commerce.
Kendzerski destaca ainda que além da oportunidade que o empresário tem de ampliar a área de atuação com um site de e-commerce, conquistando clientes em cidades fora da sua região, a possibilidade de utilização de ferramentas de comunicação digital como E-Mail Marketing, SMS Marketing, Blogs, agilizam o contato e criam um relacionamento mais eficiente com o consumidor. “Desta forma, com uma comunicação mais eficaz, a geração de negócios se amplia, como pode ser comprovado por números como ticket médio de R$325,00, muito acima da média do varejo tradicional, e pelo aumento da frequencia da compra”, acrescenta.
Pesquisa da e-bit também apontou os produtos mais procurados no comércio eletrônico
A pesquisa divulgada pela e-bit também mostrou quais são os produtos que estão no topo da lista dos mais vendidos na Internet. Na primeira colocação estão livros e assinaturas de jornais e revistas, seguido por produtos de saúde, beleza e medicamentos. Completam, ainda, a relação, artigos de informática, eletrodomésticos e eletrônicos.
De acordo com a e-bit, a principal diferença do primeiro semestre deste ano para igual período de 2008 está no valor médio das compras, que subiu 5%, para R$ 323. A consultoria afirma que esse fato ocorreu porque os consumidores on-line começaram a optar por produtos de maior valor, como eletrodomésticos, em função da redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), e de informática.
O diretor geral da e-bit, Pedro Guasti, considera os bons resultados do comércio eletrônico surpreendente até para os mais otimistas. Segundo ele, o dinamismo desse mercado permite que o consumidor tenha mais opções de compra. Ele afirma que mais de 15 milhões de pessoas já fizeram pelo menos uma compra on-line, e que as pequenas e médias empresas só têm a se beneficiar desse crescimento, já que o perfil do consumidor on-line é o de uma pessoa sempre muito informada em relação às ofertas.